João Fonseca não poderia ter escolhido palco melhor para voltar a competir. De volta às quadras depois de um período parado por uma lesão abdominal, o número 1 do Brasil venceu o suíço Dominic Stricker por 2 sets a 1 — parciais de 4/6, 6/3 e 6/2 — nesta sexta-feira (18/09), na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, e abriu o placar do confronto entre Brasil e Suíça pela Copa Davis. Horas depois, Gustavo Heide completou o serviço ao bater Stan Wawrinka, e o Brasil fechou o primeiro dia vencendo por 2 a 0 — a um único ponto da classificação.
Da virada à emoção: o retorno de Fonseca em casa
O jogo começou nervoso para o lado brasileiro. Stricker, dono de um esquerdo perigoso e de um saque de canhoto que incomoda, aproveitou a irregularidade inicial de Fonseca para levar o primeiro set por 6/4. A partir daí, porém, o carioca encontrou o ritmo, passou a devolver melhor e a mandar na troca de bola: fez 6/3 no segundo e atropelou no terceiro, 6/2, para completar a virada diante da própria torcida.
Segundo o site NC News, esta foi a primeira partida de Fonseca pela Copa Davis jogando em casa — e a Farmasi Arena, na quadra dura coberta montada especialmente para o confronto, respondeu à altura, com forte presença da torcida brasileira e nada menos que Gustavo Kuerten, o Guga, acompanhando da arquibancada. Emocionado ao fim da partida, o brasileiro, atual nº 29 do mundo no ranking da ATP, desabafou sobre um ano difícil marcado por lesões, como registraram o jornal O POVO e o portal Metrópoles.
A vitória tem gosto especial porque chega em plena reconstrução da temporada. Recuperado, Fonseca ainda tem pela frente uma reta final de 2026 pesada, com gira asiática, Masters 1000 e a defesa de título em Basileia. Antes disso, quer deixar o Brasil classificado — e a estreia não poderia ter sido mais simbólica.
Heide surpreende Wawrinka e Brasil abre 2 a 0
Se Fonseca abriu, foi Gustavo Heide quem ampliou. O paulista bateu Stan Wawrinka de virada — 4/6, 7/6 e 6/4 — em um duelo carregado de simbolismo, já que o suíço de três Grand Slams, aos 41 anos, faz sua despedida da Copa Davis rumo à aposentadoria no fim de 2026. De acordo com o site Sportbuzz, a vitória de Heide deixou o Brasil a apenas uma vitória da classificação, fechando o primeiro dia em 2 a 0.
O que o Brasil precisa neste sábado (19/09)
Com a boa vantagem, a conta ficou simples: basta uma vitória em três jogos para o time do capitão Jaime Oncins garantir a vaga. A programação deste sábado, conforme o Metrópoles e o O POVO, começa às 14h (horário de Brasília) com a dupla Orlando Luz e Rafael Matos enfrentando Jakub Paul e Dominic Stricker. Se necessário, seguem os jogos de simples de volta (reverse singles), com Fonseca podendo cruzar com Wawrinka e Heide reencontrando Stricker.
Vale lembrar que a equipe brasileira pediu uma quadra montada sob medida no Rio para dar mais tempo aos golpes de fundo — estratégia que, no primeiro dia, funcionou como planejado.
O que está em jogo: vaga nos Qualifiers 2027
Este é um confronto de vida ou morte na temporada da Copa Davis: quem vencer a série garante um lugar nos Qualifiers de 2027, a porta de entrada para brigar por uma vaga entre as grandes potências do torneio. Para entender escalações, formato e todos os detalhes da eliminatória, vale conferir o nosso guia completo de Brasil x Suíça no Rio.
Por ora, o roteiro é dos sonhos para o torcedor brasileiro: Fonseca de volta e vencendo, Heide surpreendendo uma lenda e o Brasil a um passo de mais um capítulo feliz em casa. Neste sábado, na Farmasi Arena, dá para fechar a conta.
