João Fonseca durante partida de tênis em Basel 2025

João Fonseca pós-Copa Davis: gira asiática inédita, dois Masters 1000 e defesa de título em Basileia fecham 2026

A temporada de João Fonseca ainda tem muita história para contar. Antes de pendurar a raquete para as merecidas férias, o número 1 do Brasil vai encarar uma verdadeira maratona na reta final de 2026 — e ela começa em casa, com o retorno pela Copa Davis, mas logo se transforma numa turnê internacional inédita na carreira do carioca. De acordo com a CNN Brasil, mesmo sem o US Open na bagagem, Fonseca ainda tem dois Masters 1000, uma estreia completa na gira asiática e a defesa de um título importante pela frente. Preparamos o roteiro completo para você não perder nenhum jogo do nosso melhor tenista.

Primeiro, o Rio: Copa Davis contra a Suíça abre a reta final

A largada dessa sequência é em solo brasileiro. Nos dias 18 e 19 de setembro, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, Fonseca lidera o Brasil contra a Suíça de Stan Wawrinka pela Copa Davis, em sua volta às quadras após a lesão no abdômen que o tirou do US Open. É o reencontro da torcida com o carioca — e um teste importante de ritmo antes da viagem para a Ásia. Todos os detalhes de escalações, ingressos e onde assistir estão no nosso guia completo de Brasil x Suíça pela Copa Davis.

João Fonseca em quadra durante o ATP 500 da Basileia em 2025
João Fonseca, campeão da Basileia em 2025, terá pontos importantes para defender na reta final de 2026. Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA)

ATP 500 de Tóquio: a estreia de Fonseca na gira asiática

Aqui mora a grande novidade da temporada. Entre 30 de setembro e 6 de outubro, Fonseca joga pela primeira vez o ATP 500 de Tóquio, no piso duro do Ariake Coliseum. Vale lembrar que, em 2025, o brasileiro pulou toda a série asiática — não jogou Tóquio, Pequim nem o Masters 1000 de Xangai. Ou seja: é uma gira totalmente inédita para ele, sem um único ponto para defender e com tudo a ganhar no ranking. Segundo a Exame, o torneio japonês reúne nomes de peso como Taylor Fritz e Lorenzo Musetti, o que dá a exata dimensão do salto de nível que o carioca vai enfrentar longe de casa.

Masters 1000 de Xangai: o primeiro dos dois “1000” da reta final

Sem tempo para respirar, na sequência vem o Masters 1000 de Xangai, marcado para o período de 7 a 18 de outubro. É o tipo de torneio em que Fonseca pode dar um verdadeiro salto na tabela — são muitos pontos em disputa e nenhum a defender, já que ele não esteve na China no ano passado. Para quem acompanha o ranking da ATP após o US Open, é justamente nesse tipo de palco que o brasileiro tem a chance de recuperar terreno e brigar para subir de posição até o fim do ano.

Basileia: a hora da verdade e a defesa do título

Se a gira asiática é território livre, a Basileia é o oposto — e é aqui que o coração da torcida vai acelerar. Entre 26 de outubro e 1º de novembro, Fonseca volta ao ATP 500 da Basileia, na Suíça, onde foi campeão em 2025, conquistando o segundo título de ATP da carreira. Conforme apurou a CNN Brasil, são 500 pontos a defender no torneio suíço: manter esse patrimônio é essencial para o carioca não escorregar no ranking justamente na semana em que a pressão será máxima. Título defendido é título que vale por dois na hora de sonhar mais alto.

Masters 1000 de Paris: o encerramento da temporada

O ponto final da temporada de Fonseca deve ser o Masters 1000 de Paris, previsto para 2 a 8 de novembro — o segundo “1000” dessa arrancada e, provavelmente, o último compromisso do ano para o brasileiro. A grande cobiça de todo tenista nesta época, o Nitto ATP Finals (que reúne os oito melhores da temporada em Turim), aparece hoje como um alvo difícil: a ausência no US Open custou pontos preciosos, e por isso Xangai, Basileia e Paris se tornam ainda mais decisivos para Fonseca sonhar com um lugar entre os grandes.

O que está em jogo no ranking

Aos 20 anos e por volta da 28ª posição do mundo — ainda o melhor brasileiro no ranking —, Fonseca vive um momento de virada: pouco a defender na Ásia, muito a ganhar nos Masters 1000 e uma defesa de título na Basileia que funciona como fiel da balança. É uma reta final que combina risco e oportunidade na medida certa. Para quem gosta de entender os bastidores do ranking, vale revisitar como ele caiu para o 28º lugar após o US Open — e por que os próximos dois meses podem redesenhar completamente a posição do carioca.

Resumindo a agenda: Copa Davis (18 e 19/09, Rio), ATP 500 de Tóquio (30/09 a 06/10), Masters 1000 de Xangai (07 a 18/10), ATP 500 da Basileia (26/10 a 01/11) e Masters 1000 de Paris (02 a 08/11). Cinco compromissos, três continentes e muita emoção pela frente. Prepara o café (ou a madrugada, no caso da Ásia): o fim de 2026 promete ser eletrizante para quem torce pelo tênis brasileiro. Bola pra frente, João!