A conta regressiva para o retorno da Copa Davis ao Brasil já saiu do papel e foi para a quadra. Nesta segunda-feira (15), a equipe brasileira fez o primeiro treino na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, de olho no confronto contra a Suíça, nos dias 18 e 19 de setembro. E o roteiro começou exatamente como o time queria: com uma quadra lenta, montada sob medida para os pés de João Fonseca e companhia.
Quadra lenta: a primeira carta do Brasil
Piso é estratégia — e o Brasil não escondeu o jogo. Segundo a Gazeta Esportiva, o capitão Jaime Oncins comandou a primeira sessão e aprovou o resultado do piso instalado na arena carioca. “A quadra está lenta, exatamente como pedimos. Os atletas sentiram e gostaram bastante”, resumiu o técnico, em declaração reproduzida pelo veículo. A escolha não é por acaso: uma superfície mais lenta tira o efeito de saques fortes, alonga os pontos e valoriza a potência de fundo de quadra e o físico — justamente o cardápio preferido de um Fonseca em ascensão.
Não custa lembrar: este é o primeiro mando de quadra do Brasil na Copa Davis em três anos, e jogar em casa, com torcida e piso desenhado para o time, é uma vantagem que raramente aparece. O elenco brasileiro relacionado por Oncins tem João Fonseca à frente, acompanhado de Gustavo Heide, Matheus Pucinelli, Orlando Luz e o especialista em duplas Rafael Matos.
Fonseca recuperado e com a braçadeira de líder
O grande alívio da comissão técnica atende pelo nome de João Fonseca. Como já contamos aqui no Tênis Rock Clube, o número 1 do Brasil precisou poupar o corpo por causa de uma lesão no abdômen que o tirou inclusive do US Open. A boa notícia é que ele volta justamente vestindo a camisa da seleção, no lugar onde o tênis vira paixão coletiva. Ver o carioca entrando em quadra em um ginásio lotado no Rio, e não em um estádio a milhares de quilômetros, é o tipo de imagem que a torcida brasileira esperava há tempos.
Do lado de fora da raquete, a missão é clara: o vencedor do confronto avança para os Qualifiers da Copa Davis de 2027, enquanto o derrotado terá que trilhar um caminho mais longo para voltar à elite. Ou seja, cada ponto nesses dois dias tem peso de temporada inteira.
Do outro lado, a despedida de um gigante
Se o Brasil tem a favor o piso e a torcida, a Suíça traz consigo uma história que merece reverência. De acordo com o Metrópoles, os visitantes anunciaram uma equipe puxada por Stan Wawrinka, ao lado de Remy Bertola, Jérôme Kym, Dominic Stricker e Jakub Paul. Aos 41 anos, tricampeão de Grand Slam e medalhista de ouro olímpico em duplas, Wawrinka fará no Rio a que deve ser sua última aparição pela Copa Davis — um capítulo final de peso para um dos tenistas mais queridos das últimas duas décadas.
O roteiro do fim de semana, portanto, junta gerações: de um lado, um dos maiores nomes do tênis suíço se despedindo; do outro, um brasileiro de 19 anos carregando o futuro do esporte nas costas. O sorteio que define a ordem dos jogos costuma acontecer na véspera do confronto, e é ele que dirá se teremos, logo de cara, o sonhado duelo entre Fonseca e Wawrinka.
Onde assistir e o que está em jogo
O confronto Brasil x Suíça acontece na quinta (18) e na sexta (19), na Farmasi Arena. Para conferir o guia completo com formato do confronto, ingressos, escalações e transmissão, vale revisitar o nosso guia da Copa Davis 2026, que reunimos com todos os detalhes do reencontro do Brasil com o mando de quadra.
Por enquanto, fica o registro de que a preparação começou no tom certo: quadra lenta, elenco à disposição e Fonseca de volta. O resto, a torcida faz questão de completar do lado de dentro da arena.
