O tenista brasileiro Thiago Seyboth Wild em quadra

US Open 2026: Thiago Wild perde para McDonald e Brasil fica sem representantes no quali

Deu ruim para o último brasileiro em ação no qualifying. Nesta quarta-feira (26), Thiago Seyboth Wild desperdiçou uma boa vantagem no início do jogo e acabou superado pelo norte-americano Mackenzie McDonald (146º) por 6/4 e 6/4, na 2ª rodada do qualificatório do US Open 2026. Com a derrota, o Brasil se despede da fase preliminar do último Grand Slam da temporada sem colocar nenhum tenista na chave principal via quali.

O tenista brasileiro Thiago Seyboth Wild em quadra
Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA)

A virada que custou caro

Wild começou do jeito que todo torcedor gosta: agressivo, mandando na troca de bola e abrindo 4/1 no primeiro set. Faltou, porém, fechar a conta. McDonald — ex-top 40 e velho conhecido do circuito — engatou quebras seguidas no fim da parcial, virou o placar e roubou um set que parecia encaminhado para o brasileiro. No segundo, o equilíbrio predominou até o nono game, quando o americano conseguiu o break decisivo e, no saque seguinte, confirmou a classificação.

Os números explicam o roteiro

As estatísticas mostram um Wild ousado, mas irregular nos detalhes. O brasileiro somou 9 aces e 26 winners, números superiores aos do rival — só que pagou caro pelos 22 erros não forçados. Do outro lado, McDonald foi mais econômico: 7 aces, 20 winners e apenas 13 erros não forçados. No fim, a diferença de consistência nos momentos quentes decidiu um jogo que Wild teve nas mãos para, ao menos, levar a um terceiro set.

Brasil zera o qualifying

Wild chegou a esta 2ª rodada como o único brasileiro a vencer na estreia do quali — Gustavo Heide, Felipe Meligeni e Laura Pigossi já haviam caído logo na primeira rodada. Com a queda desta quarta, o país fica sem representantes na fase preliminar de Nova York. Some-se a isso a ausência de João Fonseca, fora do torneio por lesão no abdômen, e o US Open 2026 promete ser um Grand Slam de saudade para o torcedor brasileiro na chave de simples.

E agora?

Para Wild, a página vira rápido: o calendário do fim de temporada, recheado de Challengers e ATPs, oferece chances de recuperar terreno no ranking e voltar a brigar por vagas diretas em Grand Slams. O talento nunca esteve em xeque — a missão, como neste jogo em Nova York, é transformar bons inícios em resultados completos.