O qualifying do US Open 2026 começou na segunda-feira (24) e a estreia dos brasileiros teve gosto agridoce: dos quatro representantes verde-amarelos em quadra em Nova York, apenas Thiago Seyboth Wild avançou de fase. O paranaense atropelou o italiano Raul Brancaccio e carimbou a vaga na segunda rodada da “pré-classificatória”, enquanto Gustavo Heide, Felipe Meligeni e Laura Pigossi caíram logo na abertura. Com João Fonseca fora do torneio, o quali virou a principal esperança de ter sangue brasileiro na chave principal do último Grand Slam do ano.
Seyboth Wild atropela e avança em menos de uma hora
Se dependesse de quadra, o recado de Thiago Seyboth Wild foi curto e grosso. O brasileiro, atual número 198 do mundo e terceiro melhor do país no ranking da ATP, precisou de apenas 59 minutos para despachar o italiano Raul Brancaccio (223º) por 6/2 e 6/1. Foi uma daquelas atuações em que o jogo mal esquenta: Wild controlou o saque, mandou no ritmo das trocas e não deu chance para o adversário se instalar na partida.
Aos 26 anos, o tenista de Marechal Cândido Rondon (PR) segue em busca de uma vaga na chave principal do US Open, algo que ainda não conseguiu na carreira. Para chegar lá, terá pela frente o experiente norte-americano Mackenzie McDonald (146º) na segunda rodada do qualifying — um duelo mais equilibrado, jogado no quintal do rival, mas absolutamente ao alcance de um Wild ligado como o desta terça.
Heide, Meligeni e Pigossi caem na primeira rodada
A trilha dos outros brasileiros, infelizmente, foi mais curta. Gustavo Heide (128º), segundo melhor do Brasil no ranking, protagonizou a queda mais dolorida: abriu o jogo levando o primeiro set por 6/2 diante do austríaco Joel Schwaerzler (171º), mas viu o adversário crescer e virar a partida, fechando em 6/4 e 6/4 nas duas parciais seguintes. Ficou aquele gosto de “quase” para quem começou melhor.
Felipe Meligeni Alves (459º) também deu adeus na estreia, superado pelo tcheco Dalibor Svrcina (134º) por 6/3 e 6/4. Já no lado feminino, Laura Pigossi (193ª) parou na grega Despina Papamichail (188ª), que venceu por 7/5 e 6/2. Assim, dos quatro brasileiros em ação na abertura, só Seyboth Wild seguiu vivo na briga por uma das cobiçadas vagas de Flushing Meadows.
Como funciona o qualifying e por que ele importa tanto
Para quem está chegando agora: o qualifying é a fase pré-classificatória que distribui as últimas vagas da chave principal entre os tenistas que não entraram diretamente pelo ranking. Não basta vencer uma partida — é preciso ganhar três jogos seguidos para atravessar o “quali” e desembarcar entre os 128 da chave de simples, onde mora a premiação de verdade e os pontos que mudam uma temporada.
Neste ano, a missão dos brasileiros ganhou um peso extra. Com a desistência de João Fonseca por causa de uma lesão no abdômen, o país corre o risco de ficar sem representante na chave principal de simples masculina do US Open — um cenário raro para o torcedor acostumado a acompanhar o carioca nos Slams. Por isso, cada vitória no quali vale ouro, e a caminhada de Seyboth Wild passou a concentrar boa parte da torcida.
O que vem por aí em Nova York
O qualifying segue ao longo desta semana, e a chave principal do US Open 2026 está prevista para começar em 30 de agosto, com a decisão marcada para meados de setembro. Antes de virar a madrugada, vale conferir o nosso guia com datas, favoritos e onde assistir ao US Open 2026 no Brasil — a transmissão fica por conta da ESPN (TV por assinatura) e do Disney+ (streaming).
Enquanto isso, a ordem é torcer para que Thiago Seyboth Wild mantenha o nível e some as três vitórias que faltam para colocar o Brasil na chave grande. O Tênis Rock Clube acompanha cada passo do quali — e, como sempre, com sotaque bem brasileiro.
Placares, adversários e horários podem sofrer ajustes por parte da organização do torneio. Em caso de dúvida, confira sempre os canais oficiais.
