O US Open 2026 está chegando para fechar a temporada dos Grand Slams — e já começa cercado de reviravoltas. O último major do ano será disputado no complexo USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova York, com a chave principal de simples prevista para começar em 30 de agosto e a grande decisão marcada para meados de 13 de setembro. Antes de ligar a TV, vale entender quando começa, onde assistir no Brasil, quem são os favoritos e por que dois nomes de peso — Jannik Sinner e o brasileiro João Fonseca — não estarão em quadra.
Quando começa o US Open 2026 e onde é disputado
Como todo Grand Slam, o US Open é jogado ao longo de duas semanas em quadras rápidas de piso duro (hard court), o piso mais veloz do circuito. A programação inclui uma etapa de qualifying e a tradicional semana de atividades antes do início da chave principal, que abre a temporada de disputa valendo pontos e premiação para os 128 tenistas de cada chave de simples. A sede é a mesma de sempre: o complexo em Flushing Meadows, no Queens, cujo palco central é o icônico Arthur Ashe Stadium, a maior arena de tênis do mundo.
Falando em números, o US Open costuma bater recordes de premiação entre os quatro Grand Slams. Para 2026, a estimativa é de que cada campeão de simples embolse na casa dos US$ 5 milhões — cifra que ajuda a explicar por que Nova York atrai o circuito inteiro em peso.
Onde assistir ao US Open 2026 ao vivo no Brasil
Quem quer acompanhar cada saque de Nova York tem dois caminhos principais no Brasil. Na TV por assinatura, a transmissão fica com a ESPN, que leva ao ar os principais jogos com narração em português. No streaming, o Disney+ concentra a cobertura ampliada, com a possibilidade de acompanhar diferentes quadras simultaneamente — solução ideal para os dias de rodada cheia, quando há partidas acontecendo ao mesmo tempo em várias arenas.
Vale ficar de olho na programação diária: por causa do fuso, boa parte dos jogos da sessão noturna em Nova York cai na madrugada brasileira, enquanto as sessões diurnas costumam encaixar bem no fim da tarde por aqui.
Os desfalques de peso: Sinner e João Fonseca fora
A grande baixa do lado masculino atende pelo nome de Jannik Sinner. Número 1 do mundo e um dos favoritos naturais ao título — ele foi campeão de Wimbledon nesta temporada, como contamos nesta análise sobre o torneio inglês —, o italiano anunciou a desistência por causa de uma lesão no joelho. É uma ausência que reembaralha completamente a parte de cima do chaveamento.
Do lado brasileiro, a notícia também não foi boa: João Fonseca confirmou que está fora do US Open 2026 por causa de uma lesão no abdômen. O nosso número 1, que vinha rondando o Top 30 da ATP e já havia abandonado o Masters de Cincinnati, optou por priorizar a recuperação. É um capítulo frustrante para quem sonhava em ver o carioca repetir boas atuações em Grand Slams — como aquela campanha em que ele desafiou Novak Djokovic em Roland Garros.
Quem são os favoritos ao título
Com Sinner fora, o grande nome do lado masculino passa a ser Carlos Alcaraz, que volta ao circuito e desponta como principal favorito e provável cabeça de chave número 1. O espanhol, campeão do US Open em outras edições, é o tenista a ser batido no piso rápido de Nova York. Nomes como Novak Djokovic e os jovens que vêm subindo no ranking prometem brigar por um lugar nas rodadas finais.
No feminino, a disputa segue aberta e concentrada no topo do ranking da WTA, com Aryna Sabalenka, Iga Swiatek e Coco Gauff figurando entre as principais candidatas ao troféu. É o tipo de chave em que qualquer deslize nas primeiras rodadas pode custar caro.
E os brasileiros no US Open 2026?
Com a desistência de João Fonseca e sem Bia Haddad Maia no qualifying, a chave principal de simples deve ficar sem representante verde-amarelo — um cenário raro para o torcedor brasileiro nos últimos anos. A boa notícia é que as esperanças se transferem para o juvenil: o goiano Guto Miguel, que fez história ao se tornar o primeiro brasileiro campeão de Roland Garros na categoria e chegou ao número 1 do mundo juvenil, é a grande promessa a acompanhar em Nova York, ao lado de outros nomes da nova geração.
Ou seja: mesmo sem o nosso principal nome no profissional, o Grand Slam americano segue valendo a maratona de madrugadas. Fica ligado aqui no Tênis Rock Clube que a gente acompanha as principais emoções do US Open 2026 — e torce, como sempre, com sotaque brasileiro.
Datas, horários de transmissão e chaveamento podem sofrer ajustes por parte da organização do torneio. Em caso de dúvida, confira sempre os canais oficiais.
