A campanha histórica de Naná Silva no US Open Junior 2026 chegou ao fim nas quartas de final, mas com a cabeça erguida. Aos 16 anos, a brasileira foi superada pela norte-americana Chukwumelije Clarke por 2 sets a 1 — parciais de 6/3, 5/7 e 6/3 —, encerrando a melhor campanha de uma tenista do país na chave de simples feminina do torneio juvenil.
A partida: Naná vendeu caro a derrota
Não faltou luta. Depois de perder o primeiro set por 6/3, Naná reagiu no segundo, aproveitou uma sequência de quebras de saque e devolveu o placar ao fechar por 7/5. No set decisivo, porém, Chukwumelije Clarke voltou a impor seu ritmo e confirmou a vitória por 6/3, garantindo a vaga na semifinal. Ficou a sensação de que a brasileira brigou de igual para igual com uma das principais cabeças de chave da competição.
Uma campanha que entra para a história
Mesmo com a eliminação, o saldo de Naná é de dar orgulho. Ao chegar às quartas de final, a jovem se tornou a primeira brasileira a avançar tão longe na chave de simples feminina do US Open juvenil desde que o torneio passou a ser disputado, em 1978 — um feito que nenhuma tenista do país havia alcançado em quase cinco décadas.
A trajetória em Nova York já vinha chamando atenção. Antes das quartas, Naná havia quebrado um jejum de mais de 20 anos ao chegar às oitavas de final, deixando claro que a nova geração feminina do Brasil tem motivos de sobra para sonhar.
Brasil em peso no juvenil
Naná não está sozinha na missão de colocar o Brasil no topo do tênis de base. Enquanto ela se despede, Guto Miguel disputa a semifinal de simples do mesmo US Open Junior, como número 1 do mundo juvenil e a uma vitória de uma final inédita. O futuro do tênis verde-amarelo, definitivamente, está em boas mãos.
Fica o orgulho e a certeza de que ainda ouviremos muito falar de Naná Silva. Aos 16 anos, ela mostrou em Nova York que o teto está lá em cima — e o Brasil já espera o próximo capítulo.

