João Fonseca vai encurtar a temporada de quadras rápidas. O número 1 do Brasil e atual 28º do mundo anunciou que está lesionado, decidiu dar uma pausa e não vai disputar a gira asiática — ficando de fora do ATP 500 de Tóquio e do Masters 1000 de Xangai. O comunicado, divulgado nas redes sociais do carioca em 21 de setembro, escancarou o desgaste físico e mental de um 2026 marcado por contusões.
Lesão no abdômen tira Fonseca da Ásia
De acordo com o portal Brasil Tênis, o problema é uma lesão na região abdominal que ainda não cicatrizou por completo. Fonseca chegou a forçar a recuperação para defender o Brasil na Copa Davis, no Rio — onde venceu o suíço Dominic Stricker de virada na estreia em casa —, mas concluiu que não teria condições de encarar a maratona asiática logo na sequência. Segundo o InfoMoney, esta é a oitava competição que o brasileiro perde em 2026 por causa de lesões, um número que ajuda a explicar a decisão.
“Respeitar os sinais”: o desabafo de João Fonseca
No texto em que comunicou a decisão, Fonseca foi transparente sobre o momento difícil. “2026 tem sido um ano muito desafiador para mim. Além de tudo o que a profissão exige, foram muitas lesões”, escreveu o tenista. Ele admitiu a frustração de ver o corpo cobrar a conta: “Sei que a vida de atleta tem dessas coisas, mas, ainda assim, não deixa de ser frustrante”.
O carioca também explicou que o esforço para jogar a Copa Davis teve um preço. “Fiz um esforço grande pra retornar e defender o Brasil na Copa Davis, mas ainda preciso de mais tempo”, afirmou. O trecho mais forte, porém, tratou do lado mental do esgotamento: “Conversei muito com o meu time e chegamos à conclusão de que o melhor caminho, neste momento, é respeitar os sinais, dar um tempo para o meu corpo e para a minha cabeça, e não seguir para os torneios da Ásia”, disse Fonseca, em declaração reproduzida pelo jornal O Terra e por outros veículos.
O que está em jogo: Tóquio, Xangai e a briga pelo top 30
A gira asiática marcaria a estreia de Fonseca no ATP 500 de Tóquio (30/09 a 06/10) e no Masters 1000 de Xangai (07 a 18/10), dois torneios de peso na reta final da temporada. São semanas que valem muitos pontos — e ficar de fora tem consequências diretas no ranking. Conforme a Rádio Itatiaia, o brasileiro terá um desafio e tanto para se manter no top 30 até o fim do ano, já que não pontuará em nenhuma das duas paradas asiáticas e ainda precisará administrar os pontos que defende no restante do calendário.
A ausência também mexe com o time do carioca, que vinha planejando uma reta final ambiciosa depois da Copa Davis. Em vez de acumular jogos na Ásia, o objetivo agora é chegar inteiro para os compromissos que realmente podem sustentar sua posição entre os 30 melhores do mundo.
Quando João Fonseca volta a jogar?
A previsão, ainda sem data cravada, é de retorno no fim de outubro, na Europa. O alvo é o ATP 500 da Basileia, a partir de 26/10 — justamente um dos palcos mais especiais da carreira recente do brasileiro e onde ele terá pontos importantes para defender. Até lá, o foco é 100% recuperação e reforço da preparação física.
Para o torcedor brasileiro, a notícia é agridoce. De um lado, perde-se a chance de ver a joia carioca estreando em torneios inéditos na Ásia. De outro, a atitude de frear a tempo — em vez de insistir e agravar a lesão — pode ser o movimento mais inteligente para preservar quem é, hoje, a maior esperança do tênis nacional. Melhor um Fonseca descansado e saudável em 2027 do que um top 30 forçado à base de anti-inflamatórios.
Informações: Brasil Tênis, InfoMoney, O Terra, Forbes Brasil e Rádio Itatiaia.
