Thiago Monteiro fez a semana render até o último suspiro. Depois de uma campanha de recuperação no Challenger 125 de Szczecin, na Polônia, o cearense chegou à final, salvou impressionantes sete match points na decisão e, ainda assim, ficou com o vice-campeonato — perdendo para o espanhol Nikolas Sanchez Izquierdo por 4/6, 6/3 e 7/6 (8/6), em uma batalha de 3 horas e 9 minutos. O resultado, mesmo sem o troféu, tem gosto de reencontro do brasileiro com o seu melhor tênis.
Uma final de tirar o fôlego
Segundo o site Tênis News, Monteiro esteve à beira da derrota não uma, mas várias vezes. Foram dois match points salvos ainda no 5/4 do terceiro set e outros cinco no tie-break, quando o brasileiro chegou a estar 1/6 atrás — praticamente com um pé fora da quadra. O cearense de 32 anos conseguiu igualar o drama, forçou o adversário ao limite, mas viu o espanhol fechar em 8/6 no super tie-break e levantar o título no domingo (20).
Perder assim, salvando sete match points, é o tipo de derrota que dói e orgulha ao mesmo tempo. Monteiro mostrou a raça de sempre e, mais importante, provou que o físico voltou a responder depois de um período abaixo do esperado na temporada.
O salto no ranking da ATP
O prêmio de consolação é dos bons. Ainda conforme o Tênis News, a campanha em Szczecin fez Monteiro saltar do 282º para o 224º lugar no ranking da ATP — uma escalada de 58 posições em uma única semana. Foi o melhor resultado do brasileiro em 2026, exatamente o desempenho que o Tênis Rock Clube já vinha acompanhando desde a classificação para a semifinal na Polônia.
Mais do que números, o salto tem efeito prático: com a nova posição, Monteiro volta a se aproximar da faixa que garante entrada direta no qualifying dos Grand Slams, algo fundamental para quem quer brigar por vagas nos grandes torneios de 2027 sem depender de convites.
O momento do tênis masculino brasileiro
A boa fase de Monteiro se soma a uma semana movimentada para a “tropa” brasileira nos Challengers da Europa e dos Estados Unidos, como o Tênis Rock Clube mostrou no giro semanal, com nomes como Thiago Wild, João Lucas Reis e Karue Sell também em quadra em busca de pontos. Enquanto os holofotes ficam com João Fonseca, é nesse pelotão intermediário que se constrói, tijolo por tijolo, a base de um tênis nacional mais forte.
Aos 32 anos, Thiago Monteiro dá o recado de que ainda tem lenha para queimar. Vice em Szczecin, ranking em alta e aquela vontade de veterano que se recusa a entregar o ponto: o roteiro perfeito para embalar de vez a reta final de 2026.
