Enquanto boa parte do mundo do tênis olha para Nova York, um goiano de 17 anos vem fazendo barulho na Jamaica. Guto Miguel venceu a estreia no Challenger de Kingston 2 e avançou às oitavas de final da chave de simples, mantendo viva uma sequência que serve de aquecimento perfeito para o objetivo maior da temporada: o US Open Junior, que começa em 6 de setembro. Para quem acompanha a nova geração brasileira, é o tipo de semana que vale ficar de olho.
Vitória na estreia e vaga nas oitavas
Na abertura do Challenger 75 de Kingston, na sua segunda semana consecutiva competindo na capital jamaicana, Guto passou pelo americano Tyler Zink (326º do mundo) com autoridade: 6/4 e 6/2, em 1h18 de partida. Foi uma atuação madura, de quem soube segurar o saque nos momentos-chave e apertar o ritmo quando o adversário ameaçou reagir. Com o resultado, o brasileiro carimbou vaga nas oitavas de final e seguiu vivo na briga por pontos importantes no ranking profissional.
A semana anterior, no Kingston 1, tinha sido mais dura no simples: Guto caiu logo na estreia diante do francês Valentin Royer, então top 80, em seu primeiro grande teste contra um adversário desse calibre. Faz parte do processo de amadurecimento de um jogador que está justamente na transição entre o circuito juvenil e o profissional — e que agora respondeu à altura no torneio seguinte.
Nas duplas, parceria brasileira nas quartas
Guto não vive só de simples. Ao lado do compatriota Gustavo Heide, ele também avançou às quartas de final na chave de duplas de Kingston, reforçando um dos pontos mais fortes do seu jogo: no par, o goiano já soma títulos de Challenger e um repertório de rede que impressiona para a idade. A dobradinha verde-amarela promete ser uma das atrações do torneio, num momento em que o tênis brasileiro busca novos nomes para sustentar a boa fase vivida nos últimos anos.
Quem é Guto Miguel
Natural de Goiânia, Luís Augusto Queiroz Miguel — o Guto — começou a jogar tênis aos quatro anos, seguindo os passos do irmão mais velho, e hoje treina na tradicional Mouratoglou Tennis Academy, na França, a mesma estrutura que ajudou a lapidar campeões de Grand Slam. No juvenil, o brasileiro chegou ao topo do ranking mundial da ITF e colecionou feitos históricos, incluindo campanhas de destaque nos torneios juniores dos Slams. Aos poucos, também vem construindo currículo no profissional: fez sua estreia no ATP Tour em 2026, no Rio Open, e já ergueu troféus de Challenger nas duplas.
É esse pacote de talento, disciplina e faro competitivo que faz o torcedor sonhar. Guto não é apenas mais uma promessa: é um dos nomes mais cotados da sua geração e um projeto de longo prazo para o tênis nacional. E, convenhamos, ver um brasileiro treinando ao lado da elite e batendo de frente com jogadores do circuito profissional aos 17 anos não é pouca coisa.
De olho no US Open Junior
A campanha na Jamaica tem endereço certo: preparar o brasileiro para o US Open Junior de 2026, que começa em 6 de setembro em Nova York. Como um dos líderes do ranking juvenil, Guto desembarca nos Estados Unidos entre os favoritos ao título — e cada partida no Caribe é um teste de ritmo, confiança e leitura de jogo antes do desafio maior.
A atenção extra ao juvenil faz ainda mais sentido neste ano. Com João Fonseca fora do US Open por lesão no abdômen, boa parte das esperanças brasileiras em Flushing Meadows se transferiu para a nova geração — e Guto Miguel é o nome mais badalado da fila. Se quiser relembrar todo o panorama do Grand Slam americano, vale conferir o nosso guia com datas, favoritos e onde assistir ao US Open 2026 no Brasil.
Por aqui, a torcida já está montada. O Tênis Rock Clube segue de olho em cada passo do goiano — em Kingston e, daqui a pouco, nas quadras de Nova York — sempre com aquele sotaque bem brasileiro.
Placares, adversários e datas podem sofrer ajustes por parte da organização dos torneios. Em caso de dúvida, confira sempre os canais oficiais.

