RESUMO
O adversário de João Fonseca na estreia do Masters 1000 de Monte Carlo, o canadense Gabriel Diallo, conta com um trunfo estratégico no banco de reservas: o treinador sueco Jonas Bjorkman. Aos 54 anos, Bjorkman é uma lenda do tênis, tendo alcançado o posto de Nº 1 do mundo em duplas e Nº 4 em simples. Para os brasileiros, ele é um velho conhecido por ter enfrentado Gustavo Kuerten em três ocasiões históricas, vencendo duas delas. A única vitória de Guga sobre o sueco ocorreu na segunda rodada de Roland Garros 1997, ano do primeiro título do catarinense em Paris. Agora, Bjorkman tenta usar sua experiência para guiar Diallo em uma vitória sobre a nova joia do tênis brasileiro no saibro de Mônaco.
No tênis, as histórias costumam dar voltas completas, como um topspin bem executado. No Tenis Rock Clube, a gente ama quando o passado de lendas como Gustavo Kuerten se cruza com o futuro brilhante de João Fonseca. Nesta segunda-feira (6), quando Fonseca pisar na Court des Princes para encarar Gabriel Diallo, ele não estará enfrentando apenas a potência do canadense de 2,03m. Do outro lado, sentado no banco de treinador e arquitetando cada jogada, estará um “freguês” — e algoz — de Guga: o sueco Jonas Bjorkman.
Se você é da geração que batia cabeça com o rock dos anos 90 enquanto via Guga levantar o troféu em Roland Garros, o nome de Bjorkman deve fazer eco na sua memória. Segundo informações da ESPN.com.br, o sueco é o mentor por trás da ascensão de Diallo desde o início deste ano, e sua missão em Monte Carlo é clara: usar a sabedoria de quem já foi o melhor do mundo para travar o ímpeto do nosso “Brabo” de 19 anos.
O Retrospecto: Guga vs. Bjorkman (O Solo de 97)
Jonas Bjorkman não era qualquer um. Ele foi um dos raros jogadores a dominar as duas frentes do tênis, chegando ao topo do ranking de duplas (2001) e ao top 5 de simples (Nº 4 em 1997). Contra o nosso eterno Guga, o sueco leva a melhor no retrospecto direto: 2 a 1.
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A “Pedrada” no US Open: Em 1997, Bjorkman atropelou Guga na terceira rodada em Nova York (3 sets a 0).
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O Drama na Copa Davis: Em 2003, no saibro sueco, ele venceu uma batalha de 5 sets que deixou cicatrizes na torcida brasileira.
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O Momento Épico (Roland Garros): Mas a vitória que importa para nós aconteceu na segunda rodada de Roland Garros 1997. Guga venceu por 3 sets a 1 e, a partir dali, ganhou o embalo para derrotar monstros como Thomas Muster e Sergi Bruguera, conquistando seu primeiro Grand Slam.
Agora, 29 anos depois daquele duelo em Paris, Bjorkman tenta “dar o troco” indiretamente, guiando Diallo contra o sucessor natural de Guga no coração dos brasileiros.
Quem é Jonas Bjorkman hoje?
Aos 54 anos, o sueco é um dos técnicos mais respeitados do circuito. Ele já trabalhou com nomes como Andy Murray e Marin Cilic, trazendo sempre a agressividade técnica das duplas para o jogo de simples. De acordo com a ESPN, Bjorkman tem focado em transformar Gabriel Diallo em um jogador mais completo perto da rede, aproveitando a envergadura do canadense — algo que pode ser um veneno para o jogo de fundo de João Fonseca.
O “X” da Questão para João Fonseca
João Fonseca (Nº 40) entra em quadra como favorito no coração da torcida e nas casas de apostas, mas o “fator Bjorkman” adiciona uma camada de perigo. O sueco conhece os atalhos do saibro europeu como poucos. Ele sabe que, para bater Fonseca, Diallo precisa tirar o tempo de bola do brasileiro e não deixá-lo ditar o ritmo com o forehand.
Se passar por Diallo e pela “mente brilhante” de Bjorkman, João Fonseca terá um caminho pesado em Monte Carlo: pode enfrentar Arthur Rinderknech ou o perigoso Karen Khachanov (Nº 15) logo na sequência. Jannik Sinner? Só na semifinal. Alcaraz? Só na finalíssima.
O Veredito do Palco de Mônaco
Mônaco é o “Paraíso do Tênis”, mas para João Fonseca, o jogo de hoje é uma prova de maturidade tática. Ele não está apenas jogando contra um adversário de 36 anos (ranking), mas contra décadas de experiência acumuladas por um ex-Nº 1 do mundo que sabe exatamente como o tênis brasileiro funciona.

