O Retorno do “Stanimal”: Wawrinka Quebra Tabu de 40 Anos e Reocupa o Top 100 da ATP

Se você achava que 2026 seria apenas o ano da despedida de Stan Wawrinka, o suíço decidiu que vai embora deixando a porta da frente bem aberta. Após um início de temporada avassalador, Wawrinka conquistou nesta semana o que parecia improvável: o retorno ao Top 100 do ranking mundial aos 40 anos de idade.

Com a campanha em Rotterdam, onde alcançou a segunda rodada, Stan saltou da 106ª para a 98ª posição. O feito é tão raro que a última vez que o mundo do tênis viu um “quarentão” figurar entre os cem melhores foi com ninguém menos que Roger Federer, em julho de 2022.

O Clube dos Quarentões da Elite

Estar no Top 100 aos 40 anos é uma prova de resistência física e mental que poucos conseguem suportar. Wawrinka agora se junta a uma linhagem de “dinossauros” resilientes que inclui:

  • Roger Federer: Ocupou o posto pela última vez em julho de 2022 (nº 97).

  • Ivo Karlovic: O gigante croata esteve no nº 95 em dezembro de 2019.

  • Feliciano López: Quase conseguiu a façanha, mas saiu do Top 100 em 2021, exatamente uma semana antes de soprar as 40 velinhas.

Wawrinka já venceu cinco partidas em 2026 — um número superior a todas as suas vitórias somadas no ano de 2025 inteiro. É o “Stanimal” em sua forma mais pura, jogando sem a pressão de provar nada a ninguém, apenas pela música do jogo.

Marin Cilic e a Ressurreição dos Campeões de Grand Slam

Wawrinka não é o único veterano com sede de ranking. Marin Cilic, campeão do US Open de 2014, deu um salto espetacular nesta semana. Após alcançar as semifinais em Rotterdam, o croata voou da 61ª para a 43ª posição.

É a primeira vez que Cilic figura no Top 50 desde que passou por múltiplas cirurgias no joelho em 2023 e 2024. Para quem chegou a ficar sem ranking algum no início de 2024, ver o gigante de volta à elite é um lembrete de que o “Rock n’ Roll” do tênis clássico ainda tem muito volume para dar.

WTA: O Surgimento de Victoria Mboko e a Superação de Muchova

O ranking feminino também pegou fogo com o WTA 1000 de Doha. A grande história é a de Victoria Mboko. Aos 19 anos, a canadense entrou oficialmente no Top 10 mundial (saltando para o 10º lugar), tornando-se a sétima representante do Canadá a atingir essa marca na história.

No entanto, o brilho veio com um gosto amargo: Mboko teve que desistir do torneio de Dubai nesta segunda devido a uma lesão no cotovelo.

Outros destaques da semana no circuito feminino:

  • Karolina Muchova: Após cirurgia no pulso, a tcheca conquistou o título de Doha e subiu para a 11ª posição, seu melhor ranking desde o retorno.

  • Maria Sakkari: Recuperada de uma lesão no ombro que a tirou de combate no final de 2024, a grega saltou do 52º para o 34º lugar, reencontrando seu melhor tênis.

A Lição de 2026: O Tênis é Para Sempre

A mensagem que o ranking desta semana passa é clara: a medicina esportiva e a dedicação dos atletas estão estendendo o auge das carreiras. Ver nomes como Djokovic, Wawrinka e Cilic sendo competitivos em 2026, assim como eram em 2009, é um privilégio para o fã de esportes.

No Tenis Rock Clube, celebramos essa longevidade. Wawrinka pode estar na sua turnê de despedida, mas ele está tocando seus maiores sucessos com a mesma potência de dez anos atrás.