Dizem que o tênis é um esporte de resiliência, e ninguém personifica isso melhor do que o “Demon”. Depois de bater na trave em 2024 (derrota para Sinner) e 2025 (derrota para Alcaraz), Alex de Minaur finalmente levantou o troféu do ATP 500 de Rotterdam.
O australiano não apenas venceu; ele deu uma aula de tênis estratégico ao derrotar o especialista em quadras cobertas, Felix Auger-Aliassime, com parciais contundentes de 6-3 e 6-2. Este é o 11º título da carreira de De Minaur e, curiosamente, o primeiro conquistado longe das variações do vento e do sol: seu primeiro troféu indoor.
O Exterminador de Sequências
Felix Auger-Aliassime chegou à final com um currículo assustador: vinha de um título em Montpellier na semana passada e não havia perdido o saque uma única vez em todo o torneio de Rotterdam (39 games de serviço invictos).
Mas De Minaur não se importa com estatísticas. Com uma velocidade de pernas que faz o fundo de quadra parecer pequeno, o australiano quebrou o serviço do canadense três vezes em cinco oportunidades. Mais impressionante ainda? De Minaur não enfrentou um único break point em todo o jogo. Foram 78 minutos de pura dominação.
Curiosidade Histórica: De Minaur tornou-se o primeiro jogador em 53 anos de história do torneio de Rotterdam a alcançar três finais consecutivas. A persistência é o “rock n’ roll” do australiano.
A Evolução do “Demon”
Se antes De Minaur era conhecido apenas como um “contra-atacante” que corria atrás de todas as bolas, em 2026 ele provou que seu arsenal amadureceu. Ele sobreviveu a um duelo de arrepiar nas quartas de final contra Botic van de Zandschulp e guardou sua melhor performance para a final.
“À terceira é de vez”, brincou o campeão na cerimônia de premiação. Com esta vitória, ele soma seu quarto título de nível ATP 500 (Acapulco 2023/24 e Washington 2025), consolidando-se como um dos jogadores mais perigosos do mundo em quadras rápidas.
O Que Vem a Seguir?
Após uma semana de descanso, o australiano parte para o México para tentar o tricampeonato em Acapulco, um lugar onde ele se sente tão em casa quanto no saibro de Rotterdam. Já Auger-Aliassime, apesar do vice, sai fortalecido após retornar ao Top 10 e mostrar que seu jogo indoor continua sendo um dos mais temidos do circuito.
No Tenis Rock Clube, a gente avisa: não pisque quando o De Minaur estiver em quadra. Ele é rápido demais para o olho humano e persistente demais para os deuses do tênis ignorarem.

